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à nora com a sogra

Um blog sobre histórias de família em geral e mães de maridos em particular. Ou um registo terapêutico de episódios reais que mais parecem ficção.

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O truque está nos olhinhos de borboleta, sabiam?

Vamos ser honestas. De vez em quando, a coisa ferve de tal forma cá dentro que nos dá mesmo é vontade de responder – torto, sinuoso, ríspido e curto.

Vamos ser ainda mais honestas. Nessas mesmas vezes a reposta certa, perfeita, ideal surge-nos na mente… uma hora depois de tudo se passar. E remoemos, remoemos e ficamos zangadas connosco próprias por não termos respondido logo no momento.

Eu aposto que se alguém se desse ao trabalho, escavasse bem nas civilizações antigas e desde os desenhos das cavernas aos hieróglifos egípcios, iriam encontrar representações, desabafos e outros queixumes de Noras frustradas e Sogras abelhudas. Inevitável fugir a essa realidade.

A questão passa sempre por haver dificuldade entre um triângulo que não sendo bem um triângulo amoroso, quando não gerido da melhor forma coloca em causa o lado amoroso da questão. Ou por outras palavras, como medir dois pesos de uma balança… responder a uma Sogra azeda sem prejudicar a relação com o marido.

Tarefa Hercúlea… e tivesse sido uma Herculana em vez de um Hercules, garanto-vos que não seriam os 12 trabalhos de Hercules, seriam 13 – “Sobreviver à ira de uma Sogra”.

Saber medir uma resposta entre o aceitável e o eficaz não e simples mas e concretizável.

Deixo-vos umas dicas.

 

- Educação -

Por mais que nos tentem, uma resposta educada, pausada e em tom de voz baixo mas assertivo coloca-nos no patamar de cima. Até conseguimos dizer as coisas de forma mais real e tudo. Ora vejam:

Sogra – “Olha la, não achas que o meu filho já merecia uma casa mais arrumada?”

Nora – “Tem toda a razão! Podia pedir-lhe para ele não a desarrumar tanto, sff? E se conseguir que ele ouça, pode pedir-lhe também que coloque a loiça suja na maquina? Muito obrigada.” – Terminar com um obrigada, sorriso armado e olhinhos de borboleta a piscar - parece que faz um efeito de confusão nas Sogras, pelo que deve ajudar.

 

- Aceitar a ajuda com entusiasmo -

Ou deixar a Sogra achar que está a ganhar terreno sem o estar.

Sogra – “Se quiseres, posso vir cá dar uma ajuda com a roupa, parece que não tens tempo.”

Nora – “oh! Isso era fantástico da sua parte. O seu filho gosta das cuecas passadas do avesso, depois passadas na parte exterior e depois dobradas de forma que fique tipo quadrado simétrico e arrumado nas gavetas por ordem de cor, com desenho, sem desenho e tecido. As de cetim normalmente prefere com vincos mas as boxers de algodão não podem ter vincos. Com as camisolas, o processo deverá ser semelhante mas não gosta que se note o vinco a meio do peito por isso convém dobrar com um esquadro mas sem deixar que o vinco passe por baixo da linha do peito. Quer que vá já buscar o ferro?”

 

- A comidinha preferida do filho -

Só a Sogra é que sabe fazer aquela comidinha fantástica.

Sogra – “O meu filho gosta é do meu arroz. E da minha sopa!”

Nora – “Verdade! Por isso é que não entendo como engordou tanto desde que casou. Ele nem come quase nada da minha comida!”

 

- Os Netos -

Que Sogra não pega com a história de que ela é que sabe como melhor educar os NOSSOS filhos? E sempre com a resposta típica de que já educaram um (ou mais) e sabem bem o que a casa gasta. Resposta para isso? Olhinhos de borboleta, sorriso gigante e a tal voz calma e educada:

Nora – “ Gostaria muito que o meu filho fosse melhor Homem que o meu marido” ou “A minha filha saberá sempre como reconhecer melhores atitudes que a que o Pai foi ensinado. Uma mulher bem-educada vale por dois Homens!”

 

E para as Sogras como a minha, hiper religiosas (para o que lhes interessa), nada como usar sempre o mesmo chavão:

Nora – “ Então mas a Bíblia não diz no Livro de Genesis 2:24 que "o homem deixará seu pai e mãe e se unira à sua mulher." Jesus repete esta ordem em Mateus 19: 4-6 e Marcos 10: 6-8. Neste contexto, a palavra "unir-se" refere-se ao estabelecimento de uma união "uma só carne" entre marido e mulher. Isso significa que quando um casal se casa, eles deveriam fundar uma nova unidade familiar, distinta e separada das suas famílias de origem, ou seja, ninguém deve meter a colher.”

 

Isto claro… com olhinhos de borboleta, sorriso gigante e a tal voz calma e educada.

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