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à nora com a sogra

Um blog sobre histórias de família em geral e mães de maridos em particular. Ou um registo terapêutico de episódios reais que mais parecem ficção.

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Almoçar... Ou não.

Venderam-me a sogra por grande cozinheira, anos e anos de experiência a cozinhar profissionalmente, uma eficiência estonteante, capaz de fazer aparecer um festim para 20 só com duas batatas e três cenouras. Um verdadeiro prodígio na arte de alimentar gente.

Eu não sou gabarolas, nunca fui, mas a verdade é que me safo bastante bem a cozinhar. Bastante bem inclui miúdos contentes, marido satisfeito, elogios recorrentes e pessoas que gostam (muito) de comer na nossa casa. Na minha última cozinhadela para muitos até tive direito a salva de palmas, imagine-se.

 

Pois que para a mãe do Homem, eu nunca soube cozinhar. Cozinhar, só ela é que sabia. Estava sempre qualquer coisa mal, muito azeite, pouco sal, seco, mal temperado, you name it. Não que ela comesse na nossa casa muitas vezes, mas quando comia era sempre a mesma coisa, nunca tinha fome.

 

Certo dia ficamos de ir buscá-la e a coisa calhava na hora do almoço. Eu disse que fazia qualquer coisa, mas ela adiantou-se logo, que não era preciso maçar-me, ela trazia o almoço. E assim foi. Chegou carregada de caixas e fomos almoçar. O que posso dizer é que isto aconteceu para ai há 10 anos e ainda hoje me lembro com detalhe, tal foi o desastre.

 

O almoço era arroz de peixe. Nas primeiras garfadas sentimos o arroz meio cru, mas não dissemos nada. Para ai à terceira trincamos umas escamas e olhámos um para o outro. Eu comecei às voltas com o garfo no prato. O Homem começou a ficar mal disposto. Ela continuava a comer... Dizer qualquer coisa estava fora de questão, o resultado seria certamente ela sair porta fora (por esta altura já aplicávamos a técnica de aguentar agora e rir depois). Foi sem sombra de dúvida a pior refeição... Ever! A certo ponto até ela, já quase a deitar fumo pelas orelhas, deu a mão à palmatória, que não tinha deixado o arroz cozer o suficiente e blá blá blá. Ninguém almoçou e eu fiquei traumatizada para a vida, encontrar escamas na comida e coisa para me fazer vomitar.

 

Apesar da aparente fama, a mãe do Homem nem sequer cozinha bem (e não fui só eu que disse)... E naquele dia superou TODAS as expectativas. A mania de querer ser a maior e a necessidade patológica de fazer dos outros incompetentes só podem dar asneira, mas e explicar isso a uma pessoa que acha que só ela é se sabe pegar numa colher de pau?

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