Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

à nora com a sogra

Um blog sobre histórias de família em geral e mães de maridos em particular. Ou um registo terapêutico de episódios reais que mais parecem ficção.

As autoras:

Arquivo:

Da importância deste blog

Hoje preciso começar desta forma.

Porque é muito importante que se explique, até porque [felizmente] chegamos a pessoas novas todos os dias e, ninguém nasce ensinado, esclarecido ou informado.

Neste blog não se fala mal, não se deseja mal e acima de tudo, não se pretende achincalhar ninguém, que o respeito é muito bonito e faz parte da nossa forma de ser. Contam-se histórias narradas na primeira pessoa, por intervenientes reais e que simplesmente partilham um sentir, um olhar ou mesmo um acontecer. O propósito não é – nunca foi, nunca será –, falar mal, rebaixar ou magoar. Quando iniciámos este projecto, a Criatura e eu, quisemos apenas partilhar as gargalhadas com as centenas de outras pessoas que passam peripécias como nós, com as suas Sogras. Quisemos trazer algum alívio no cenário de loucura que às vezes presenciamos e que sabemos que muitas de vós também presenciam. A opção de serem usados pseudónimos e de pouco mostrarmos sobre a nossa real localização e datas, nada tem a haver connosco em particular mas sim com as pessoas que se tornam as personagens principais deste blog e que, por respeitarmos em última instância a sua pessoa, o seu direito à privacidade, decidimos manter uma discrição propositada. Essa é a nossa maior prova de que não estamos aqui para magoar ninguém nem sequer para tratar mal ninguém.

Também não somos santas. Somos mulheres normais, educadas, com vida profissional e pessoal e que vimos neste projecto uma forma de aliviar os filmes que se passam na nossa cabeça/família, de forma inócua e inocente. Isso não quer dizer que somos mais que ninguém, nem melhores que ninguém. Somos duas [palermas] muito pacientes e que temos como filosofia de vida dar valor ao que realmente é importante e rir do que não o é.
Demorou MUITO tempo a chegarmos a este ponto de equilíbrio. E esse é outro dos nossos objectivos: demonstrar que podemos chegar a um ponto de equilíbrio, quando temos um ou uns familiares tão desequilibrados.

Dito isto, riam bastante, partilhem as nossas histórias com quem acham que possa beneficiar de uma boa gargalhada mas tenham sempre presente que somos "pessoas do bem", para o mal já há quem nos suplante e não nos interessa nada e tal como tudo na vida, estamos aqui para aprender. E para não esquecer o que passamos e sermos um dia, boas sogras.

E só para não dizerem que hoje não vos fiz rir, conto-vos mais uma da Odisseia da Sogra 2:
A nossa banheira tem um sistema de chuveiro eléctrico, simples, mesmo muito simples. Tem um botão Start/Stop e uma rodinha que marca a temperatura da água (de 1 a 8) – que por sinal está sempre no valor ideal (4) para um duche quentinho.
Embora seja só carregar no botão e a água sai logo quentinha, fiz questão de explicar à senhora logo quando chegou que, se quisesse, podia regular a temperatura na tal rodinha, ao seu gosto.
Ao 8º dia ouvia-a reclamar sozinha que estava com frio. Ora, aquilo ficou-me na orelha... a casa tem um sistema central que não permite que a temperatura baixe dos 22º e a senhora com frio, fez-me confusão. Perguntei-lhe se estava bem.

Há 8 dias que tomava banho com a água gelada (no 1).
1) É demasiado sovina, pensou que o 1 significava gastar menos água; 2) É demasiado orgulhosa para perguntar porque é que a água estava gelada.
Confesso que lhe tiro o chapéu. 82 anos de ossos bem rijos! Olha se eu cá aguentava tomar duche de água fria!

As autoras:

Arquivo: