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à nora com a sogra

Um blog sobre histórias de família em geral e mães de maridos em particular. Ou um registo terapêutico de episódios reais que mais parecem ficção.

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Fui vencida pelo cansaço, algumas vezes.

Confesso e admito.

Às vezes, só para não a ouvir repetir dezenas de vezes a mesma coisa, acedi fazer o que queria.

Como aquela manhã em que corri a vila à procura de uma treta de um elástico só porque a senhora embirrou que tinha que coser uns elásticos, nas saias dos uniformes das moças.

- Que estão largas e que se for de elástico dura mais e dá para o ano

E por aí...

Adiantou as moças dizerem que não queriam elásticos nas saias? Ou que tanto faz que dê para o ano, em comprimento não vão dar porque temos que obedecer a uma altura mínima pelo joelho, regras das escolas TODAS deste país? Ou que a própria configuração da saia não pode ser alterada?

Não, claro que não.

Faltam 3 semanas para a escola acabar, faça lá a treta dos elásticos e não me incomode mais a cabeça. A minha e a delas.

Fez.

Esteve cá uma amiga das moças. A saia estava igual, óbvio, é modelo da saia. Queria por força que a miúda tirasse a saia para lhe coser um elástico.

- Foge enquanto podes, disse-lhe a minha.

 

Depois houve aquele dia ao almoço, em que eu voltei para casa depois de uma manhã desgastante e angustiante por si só. Aquela em que ela ficou sozinha na minha casa. Das 8 às 14. Eu sabia que ía ser mau. Mas nunca esperei que fosse assim. Lembrei-me de esconder o ferro de engomar, o aspirador e a lixívia.

 

Nunca me passou pela cabeça que se lembrasse de VARRER o chão alcatifado de uma casa de dois pisos.

Com a vassoura do jardim.

Velha.

Suja.

[a vassoura]

 

Confesso que me saltou a tampa e perguntei se era maluca.

 

- Não encontrei o aspirador.

Foi a resposta.

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