Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

à nora com a sogra

Um blog sobre histórias de família em geral e mães de maridos em particular. Ou um registo terapêutico de episódios reais que mais parecem ficção.

As autoras:

Arquivo:

Era uma vez a Coisa e a Criatura...

Na vida real, a Coisa e a Criatura são amigas. Conheceram-se em linhas escritas no Facebook de uma amiga comum, já nem me lembro quando. Depois foi sempre a somar, um, mais um, mais um, sempre a descobrir, pontos em comum (como as sogras malucas especiais) e outros nem tanto, desejos para o futuro, momentos presentes e histórias do passado. Na vida real, a Coisa e a Criatura têm uma amizade daquelas a sério, desinteressadas e sinceras e embora não seja todos os dias, de vez em quando, passam horas a gastar caracteres em chats vários.

Não foi a primeira vez que aconteceram momentos "OM(F)G", mas na semana passada aconteceu-nos um e foi tão giro que resolvemos partilhar convosco, contar-vos um bocadinho da história da Coisa e da Criatura.

A Coisa vivia na cidade A. A família da Criatura tinha uma casa na cidade A e a Criatura passou lá muito tempo, desde pequenina. Mais tarde, a Coisa mudou-se para a cidade B. A Criatura nasceu, cresceu e viveu sempre na cidade B. A possibilidade de um dia já nos termos cruzado até tinha sido mencionada, mas não como na semana passada, quando inocentemente, discutíamos os doces da terra dela vs. os doces da minha terra. Primeiro foram as localizações geográficas (eu morava ali e tu?), depois os locais em comum (eu ia ao bar X na rua Y, chegaste a ir lá?) e finalmente as pessoas. 

Quando me caiu a ficha de que o mundo é realmente uma ervilha, até fiquei com impressões na barriga, tipo borboletas. É que a Coisa e a Criatura pensavam que se tinham conhecido em linhas escritas no Facebook de uma amiga comum, mas afinal não.

A frase crucial foi dita por mim, qualquer coisa na linha de "eu até tive um namorado na cidade A", ao que a Coisa respondeu "que giro, eu tinha um amigo que namorava com uma miúda da cidade B", depois veio a identificação e quando no balão das mensagens apareceu o nome que eu conhecia tão bem, juro que até me tremeram as pernas. A Coisa não estava muito certa, afinal o nome era um nome bastante comum e apesar da descrição física ser tal e qual, podia não ser o mesmo tipo. Era irónico demais, duas pessoas que se conheceram virtualmente neste século, já com tanto em comum, virem a descobrir que afinal o destino já as tinha ligado, no século passado.

Resolvemos o mistério quando encontramos o perfil do Facebook do tal rapaz (que mais uma coincidência, só tinha sido criado 2 dias antes) e as dúvidas se dissiparam. Então foi assim: a Coisa e a Criatura conheceram-se (há quase 20 anos) num bar da cidade A, porque a Criatura namorava com um rapaz que era amigo da Coisa. A Criatura não se lembra da Coisa, mas a Coisa lembra-se da Criatura porque ela tinha um cabelo, vá, peculiar.

E é isso. What are the odds?!

Depois disto já não sei o que pode vir a seguir, se calhar vamos descobrir que as nossas sogras são gémeas separadas à nascença, como outro dia alguém sugeria num comentário. Ou que somos primas em 17º grau, sabe-se lá. 

As autoras:

Arquivo: